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Formar a Familiar

 

 

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A Família, célula vital da sociedade!

 

Considerando o grande valor que a Família constitui ontem, hoje e sempre, nós, os capuchinhos de Cabo Verde  queremos, juntamente consigo, caro visitante do nosso site, reflectir sobre esta mesma realidade que nos diz respeito a todos e a cada um.

 

A Família sempre esteve ao centro das atenções. Tudo quanto fizermos tem em vista, directa ou indirectamente, uma boa realização da Família e dos seus membros. Na nossa época pós-moderna se está a descobrir de maneira particular o grande valor da Família na sociedade, e a própria necessidade de se reflectir seriamente sobre a mesma. A própria Igreja, em primeira fila, tem feito de tudo para dar o seu melhor neste âmbito. Tem posto a Família ao centro das reflexões, dos empenhos pastorais e da própria experiência de Igreja, designando-a como a Igreja doméstica (Cfr. LG 11).

O sínodo dos bispos de 1980 tratou essencialmente do “papel da Família Cristiã no mundo de hoje”. O Papa João Paulo II recolheu todo o suco desse estudo na sua Exortação Apostólica Familiaris Consortio (Cfr. FC) de 22 de Novembro de 1981. Trata-se de um culminar de toda uma serie de intervenções significativas do mais recente magistério dos papas e ao mesmo tempo serve como uma importante referência para um renovado estudo pastoral.

 

  O referido documento é muito rico visto que o Papa trata de maneira magistral pontos importantes respeitante à Família. Põe a descoberto os muitos problemas que a Família hodierna enfrenta e ao mesmo tempo apresenta perspectivas e soluções para ajudar a enfrentar os respectivos problemas.

 

De forma clara e concisa declara João Paulo II: “o matrimónio e a Família constituem um dos bens mais preciosos da humanidade, a Igreja quer fazer chegar a sua voz e oferecer a ajuda a quem, conhecendo já o valor do matrimónio e da Família, procura vivê-lo fielmente, a quem, incerto e ansioso, anda à procura da verdade e a quem está impedido de viver livremente o próprio projecto familiar. […] a Igreja oferece o seu serviço a cada homem interessado nos caminhos do matrimónio e da Família” (Cfr. FC nº 1).

A Igreja, Povo de Deus em caminho, tendo reconhecido a grande misssão da Família na sociedade, faz de tudo para ajudá-la no cumprimento da sua empresa. Missão essa recebida directamente de Deus como nos ensina o Concilio Vaticano II: “Foi a própria Família que recebeu de Deus a missão de ser a primeira célula vital da sociedade. Cumprirá essa missão se se mostrar, pela piedade mútua dos seus membros e pela oração feita a Deus em comum, como que o santuário doméstico da Igreja”  [Cfr. Apostolicam Actuositatem (AA) nº 11]. Afirmar que a Família é a célula vital da sociedade é reconhecer nela uma missão e um valor singular no seio da sociedade.

 

Indução ou dedução?

Ninguém pode dar o que não possui. Esta afirmação pode aparecer absurdo pelo simples facto de ser uma afirmação evidente ou até desnecessária . Mas é necessário afirmá-lo porque faz parte daquelas coisas simples que nos permitem fazer uma passagem para coisas mais sérias e profundas. O mesmo se pode dizer que ninguém pode dar a paz não havendo-a. Não estando em paz, antes de tudo consigo mesmos, não se pode levá-la aos outros. Percebendo isto podemos então fazer a seguinte analogia: se quisermos ter uma sociedade civilizada e saudável devemos por força passar pela Família, pois tudo começa daí.

Não por acaso o Concílio Vaticano II na Declaração sobre a edução cristã Gravissimum Educationis (GE) nº3afirma: “A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade. Mas, é sobretudo, na família cristã, ornada da graça e do dever do sacramento do Matrimónio, que devem ser ensinados os filhos desde os primeiros anos, segundo a fé recebida no Baptismo a conhecer e a adorar Deus e a amar o próximo; é aí que eles encontram a primeira experiência quer da sã sociedade humana quer da Igreja; é pela família, enfim, que eles são pouco a pouco introduzidos no consórcio civil dos homens e no Povo de Deus”. Sem uma boa e sã educação familiar aquela escolar, social e/ou civil seriam ineficazes.

 

Pode até aparecer sem nexo mas é interessante, deste ponto de vista, a afirmação que o neoeleito presidente dos EUA Barack Obama faz no seu primeiro discurso depois da sua eleição. A um certo ponto do seu discurso ele diz: “(...) apesar de não estar mais connosco, sei que a minha avó está a ver-nos junto com a Família que fez de mim o que sou (...)”. Ele reconhe que é garças à sua Família, em primeiro lugar, que ele é o que é e, talvez para ser um pouco mais claro, se hoje ele é o presidente dos EUA é porque por trás de tudo está uma Família que o ajudou desde criança. De facto, a Família teve sempre um papel importante na nossa educação e na nossa cultura.

 

Não raramente ouvimos, sobretudo no mundo da filosofia, afirmações do seguinte teor: o homem é produto e produtor da cultura. Com isto se quer demonstrar a influência mútua que um há sobre o outro, ou seja, é o homem que produz a cultura mas o homem é amplamente influênciado pela cultura. Podemos dizer que o mesmo sucede com as nossas Familias hodiernas na medida em que a Família tem um grande peso na formação de uma sociedade e da mesma maneira a sociedade tem uma grande influência sobre a Família, sobretudo neste mundo dominado pelo consumismo. Hoje, mais do que nunca, podemos verificar tudo isto na nossa sociedade. As transformações rápidas em todos os sectores da vida repercutem também, e de que maneira, na vida familiar.  

 

Há quem afirma que a Família está a passar por uma grande crise. Eis que surgem tantas inquietações ao ponto de se perguntar: que futuro para a Família?

A nossa reflexão pretende ir ao encontro destas diversas inquietações, porém dentro daquela dinâmica da esperança do Projecto de Deus para a Família.

Todas as sugestões serão bem-vindas para esta nossa caminhada reflexiva. Usaremos como texto de apoio fundamentalmente o documento já citado, Familiaris Consortio de João Paulo II.

 

Convosco durante a caminhada, frei Claudino Vieira (claudinovieira@gmail.com).

 

 

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A Família, célula vital da sociedade!
 
Considerando o grande valor que a Família constitui ontem, hoje e sempre, nós, os capuchinhos de Cabo Verde  queremos, juntamente consigo, caro visitante do nosso site, reflectir sobre esta mesma realidade que nos diz respeito a todos e a cada um. 
 
A Família sempre esteve ao centro das atenções. Tudo quanto fizermos tem em vista, directa ou indirectamente, uma boa realização da Família e dos seus membros. Na nossa época pós-moderna se está a descobrir de maneira particular o grande valor da Família na sociedade, e a própria necessidade de se reflectir seriamente sobre a mesma. A própria Igreja, em primeira fila, tem feito de tudo para dar o seu melhor neste âmbito. Tem posto a Família ao centro das reflexões, dos empenhos pastorais e da própria experiência de Igreja, designando-a como a Igreja doméstica (Cfr. LG 11). 
O sínodo dos bispos de 1980 tratou essencialmente do “papel da Família Cristiã no mundo de hoje”. O Papa João Paulo II recolheu todo o suco desse estudo na sua Exortação Apostólica Familiaris Consortio (Cfr. FC) de 22 de Novembro de 1981. Trata-se de um culminar de toda uma serie de intervenções significativas do mais recente magistério dos papas e ao mesmo tempo serve como uma importante referência para um renovado estudo pastoral.
 
  O referido documento é muito rico visto que o Papa trata de maneira magistral pontos importantes respeitante à Família. Põe a descoberto os muitos problemas que a Família hodierna enfrenta e ao mesmo tempo apresenta perspectivas e soluções para ajudar a enfrentar os respectivos problemas. 
 
De forma clara e concisa declara João Paulo II: “o matrimónio e a Família constituem um dos bens mais preciosos da humanidade, a Igreja quer fazer chegar a sua voz e oferecer a ajuda a quem, conhecendo já o valor do matrimónio e da Família, procura vivê-lo fielmente, a quem, incerto e ansioso, anda à procura da verdade e a quem está impedido de viver livremente o próprio projecto familiar. […] a Igreja oferece o seu serviço a cada homem interessado nos caminhos do matrimónio e da Família” (Cfr. FC nº 1). 
A Igreja, Povo de Deus em caminho, tendo reconhecido a grande misssão da Família na sociedade, faz de tudo para ajudá-la no cumprimento da sua empresa. Missão essa recebida directamente de Deus como nos ensina o Concilio Vaticano II: “Foi a própria Família que recebeu de Deus a missão de ser a primeira célula vital da sociedade. Cumprirá essa missão se se mostrar, pela piedade mútua dos seus membros e pela oração feita a Deus em comum, como que o santuário doméstico da Igreja”  [Cfr. Apostolicam Actuositatem (AA) nº 11]. Afirmar que a Família é a célula vital da sociedade é reconhecer nela uma missão e um valor singular no seio da sociedade. 
 
Indução ou dedução?
Ninguém pode dar o que não possui. Esta afirmação pode aparecer absurdo pelo simples facto de ser uma afirmação evidente ou até desnecessária . Mas é necessário afirmá-lo porque faz parte daquelas coisas simples que nos permitem fazer uma passagem para coisas mais sérias e profundas. O mesmo se pode dizer que ninguém pode dar a paz não havendo-a. Não estando em paz, antes de tudo consigo mesmos, não se pode levá-la aos outros. Percebendo isto podemos então fazer a seguinte analogia: se quisermos ter uma sociedade civilizada e saudável devemos por força passar pela Família, pois tudo começa daí. 
Não por acaso o Concílio Vaticano II na Declaração sobre a edução cristã – Gravissimum Educationis (GE) nº3 – afirma: “A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade. Mas, é sobretudo, na família cristã, ornada da graça e do dever do sacramento do Matrimónio, que devem ser ensinados os filhos desde os primeiros anos, segundo a fé recebida no Baptismo a conhecer e a adorar Deus e a amar o próximo; é aí que eles encontram a primeira experiência quer da sã sociedade humana quer da Igreja; é pela família, enfim, que eles são pouco a pouco introduzidos no consórcio civil dos homens e no Povo de Deus”. Sem uma boa e sã educação familiar aquela escolar, social e/ou civil seriam ineficazes. 
 
Pode até aparecer sem nexo mas é interessante, deste ponto de vista, a afirmação que o neoeleito presidente dos EUA Barack Obama faz no seu primeiro discurso depois da sua eleição. A um certo ponto do seu discurso ele diz: “(...) apesar de não estar mais connosco, sei que a minha avó está a ver-nos junto com a Família que fez de mim o que sou (...)”. Ele reconhe que é garças à sua Família, em primeiro lugar, que ele é o que é e, talvez para ser um pouco mais claro, se hoje ele é o presidente dos EUA é porque por trás de tudo está uma Família que o ajudou desde criança. De facto, a Família teve sempre um papel importante na nossa educação e na nossa cultura. 
 
Não raramente ouvimos, sobretudo no mundo da filosofia, afirmações do seguinte teor: o homem é produto e produtor da cultura. Com isto se quer demonstrar a influência mútua que um há sobre o outro, ou seja, é o homem que produz a cultura mas o homem é amplamente influênciado pela cultura. Podemos dizer que o mesmo sucede com as nossas Familias hodiernas na medida em que a Família tem um grande peso na formação de uma sociedade e da mesma maneira a sociedade tem uma grande influência sobre a Família, sobretudo neste mundo dominado pelo consumismo. Hoje, mais do que nunca, podemos verificar tudo isto na nossa sociedade. As transformações rápidas em todos os sectores da vida repercutem também, e de que maneira, na vida familiar.   
 
Há quem afirma que a Família está a passar por uma grande crise. Eis que surgem tantas inquietações ao ponto de se perguntar: que futuro para a Família? 
A nossa reflexão pretende ir ao encontro destas diversas inquietações, porém dentro daquela dinâmica da esperança do Projecto de Deus para a Família.
Todas as sugestões serão bem-vindas para esta nossa caminhada reflexiva. Usaremos como texto de apoio fundamentalmente o documento já citado, Familiaris Consortio de João Paulo II. 
 
Convosco durante a caminhada, frei Claudino Vieira (claudinovieira@gmail.com).
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SOBRE A FAMÍLIA
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Última actualização: 02/02/10.

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