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Uma pequena
história da vida do
Padroeiro da Paróquia
No dia 10 de Agosto na Ilha
do Fogo celebra-se o dia de São Lourenço.
A História da vida de São Lourenço
Lourenço era diácono da Igreja de Roma pelos
anos 250. Tinha como encargo administrar os bens da
Igreja,bem como auxiliar os pobres e levar a Eucaristia consagrada
pelo Papa às Igrejas das vizinhanças de Roma. A sua imagem,
aureolada de lenda já nos escritores bem próximos deles (como
Prudêncio), nos é familiar no gesto, fixados pelos apreços
do B. Angélico na capela vaticana do papa Nicolau V, de distribuir
aos pobres as colectas dos
cristãos de
Roma.
Esta era de fato uma das
funções de diácono, e Lourenço, feito diácono pelo papa Sisto II,
era o arcediago da comunidade dos diáconos romanos. É
compreensível por isso que no auge da perseguição de Valeriano, o
próprio pontífice, preso e conduzido ao martírio, deu ao diácono o
encargo de distribuir tudo o que tinha aos pobres. Quando
o imperador - se lê na Paixão - impôs a Lourenço de
entregar-lhes os tesouros dos quais tinha ouvido falar, ele
reuniu diante de Valeriano um grupo de indigentes exclamando: "Eis
aqui os nossos tesouros,
que nunca diminuem e podem ser encontrados em toda
parte."
Durante a mesma época, o imperador romano, possivelmente Aureliano,
não via com bons olhos o crescimento do cristianismo, considerando-o
uma ameaça ao seu trono. Publicou então éditos, mandando
fechar e confiscar todos os lugares de culto e todos os cemitérios
cristãos, bem como punir com o exílio ou a morte os dirigentes
das
comunidades. Foi nestas circunstâncias que Lourenço
acabou sendo preso e martirizado pelo ano de 258 A esta guda
e sábia resposta ("Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem e
podem ser encontrados em toda parte") fazem eco as últimas palavras
do mártir, que colocado sobre um braseiro ardente e já
vermelho como um tição de
fogo, teria encontrado coragem de fazer uma piada:
"Vira-me, dizia ao carrasco, que já estou bem assado deste lado."
O heróico testemunho de fé prestado pelo mártir foi
eficazmente relembrado pelo papa Dâmaso: "chicotes,
algozes, as chamas, os tormentos, as correntes, nada puderam contra
a fé de Lourenço." O papa, que admirava as virtudes do mártir
glorioso, edificou-lhe a segunda igreja, sob as ruínas do teatro de
Pompeu, fazendo para ele a
primeira excepção: nenhum mártir antes dele tinha tido igreja fora
do lugar do martírio.
O Diácono Lourenço sofreu o martírio a 10 de Agosto de 258.
Nas Atas do martírio de são Lourenço lê-se que o mártir, antes de
ser posto sobre a grelha aquecida por carvões ardentes, quis rezar
por Roma. A cidade foi-lhe grata
por este ato de amor dedicando-lhe nada menos e trinta e quatro
igrejas, a primeira delas, segundo o costume no
lugar do martírio. Até mesmo os padroeiros da cidade, são Pedro e
são Paulo não tiveram tanta honra.